Mais do que uma travessia física, esses 14 dias seguem uma prática que existe há séculos.
Há muitos séculos a peregrinação é uma poderosa ferramenta. Na cultura védica existe um nome para esse tipo de prática: Sadhana.
Sadhana é tudo o que tira a mente do automático. Ao sair do automático você tem a chance de qualificar a sua consciência. A cada dia, a mente precisa ser limpa, polida, para que se tenha cada vez mais clareza sobre si e sobre a realidade. Por isso, a Sadhana é uma prática diária, como tomar banho ou colocar o lixo para fora.
Sustentar uma Sadhana não é uma experiência prazerosa todos os dias. Há momentos de cansaço, de agitação, de desânimo. Mas é aí que mora a cura: quando ela é sustentada diante desses confrontos, você ganha calibre. Você conquista, a cada dia, a sua mente.
O Caminho de Santiago é, para mim, um microcosmo da vida.
Caminhar longas distâncias organiza a sua mente em um certo nível que naturalmente todo o seu sistema se organiza. Seu corpo, suas emoções e as suas energias, tudo se organiza na mesma direção.
Uma vez que isso acontece, tudo aquilo que você deseja realizar se torna claro e possível sem que você precise fazer maiores movimentos de busca. É um processo natural.
Nos dias de hoje a mente das pessoas muda de direção a cada dois passos. A cada novo estímulo, uma nova energia é dissipada, e as chances de você alcançar o seu destino se tornam cada vez mais remotas.
O que iremos fazer é sair de um estado compulsivo de atividade para um estado consciente de atividade, e voltar com ensinamentos e hábitos para uma vida.
Será preciso uma preparação básica para tirarmos o máximo proveito dessa experiência. Para isso teremos o apoio de Abel, um português que conheci na primeira vez que fiz o Caminho, e que já fez mais de 50 caminhos. Hoje ele tem um albergue no Porto e acompanha grupos como o nosso.
Existem desafios físicos, mas perfeitamente possíveis para qualquer pessoa. Já vimos gente de todas as idades, preparada ou de primeira viagem, completar o percurso sem grandes percalços. Toda a preparação será acompanhada nos meses que antecedem a viagem.
Caminhar em grupo por terrenos distintos nos coloca numa posição de inevitável vulnerabilidade, e estaremos preparados para os imprevistos.
Um carro de apoio nos acompanha, e o Abel fica de prontidão para bolhas e dores musculares. Se alguém não conseguir completar um dia, vamos buscá-lo e levá-lo ao próximo destino, e se a bagagem estiver atrapalhando, providenciamos o transporte antecipado.
Exceto um dos dias, todos os outros têm até 20 km, um esforço considerado razoável e conservador.
Esse foi o tema que tive mais cuidado ao estruturar essa viagem. Em 2017, no Caminho Francês, optei muitas vezes por dormir em jardins a céu aberto com meu saco de dormir, para não arriscar perder a noite de repouso em albergues municipais com dezenas de camas juntas.
A privação de sono aumenta o risco de lesões e fadiga, e compromete a experiência. Dormir bem é determinante para o desempenho no dia seguinte. Por isso escolhemos hotéis com quartos duplos, camas individuais, banheiro privativo e ótima infraestrutura para peregrinos.
Teremos tempo para visitar Lisboa e Porto antes da nossa imersão nas trilhas até Santiago de Compostela. Partimos de Ponte de Lima para uma caminhada de 154 km, sete dias seguidos pelo cenário mais bonito do caminho central português.
Iniciamos na capital portuguesa com um passeio pela cidade e um jantar regado aos ótimos vinhos locais. Um dia para nos conhecermos melhor e descansar.
Conhecemos Cascais, praias, marina e centro histórico. Antes de partir, compramos os últimos itens da caminhada na Decathlon.
Um dia na pequena e charmosa vila de heranças romanas, ponto de passagem obrigatória de peregrinos. Jardins a céu aberto e gastronomia local.
Primeiro dia de caminhada.
Cruzamos a fronteira para a Espanha.
O dia mais longo do percurso.
Chegada ao destino final da caminhada.
A capital da Galícia encanta pela arquitetura e pela história. Visitamos a catedral, onde estão os restos mortais de Santiago, praças, mercados e conventos.
Mais um dia em Santiago para digerir e assentar as emoções, numa cidade de 90 mil habitantes, longe das distrações de uma grande cidade.
Caminhamos pelas ruas estreitas de paralelepípedos, visitamos as caves de vinho à beira do rio Douro e confraternizamos.
Abraços e lágrimas de saudade. O fim de uma viagem e o início de outras tantas.
Essa jornada tem vagas limitadas e um processo de aplicação, não de compra direta. Preencha o formulário abaixo e nossa equipe entra em contato com os próximos passos, incluindo valores e condições de pagamento.
Quero minha vaga →O preenchimento do formulário de aplicação não garante sua inscrição para a experiência. Após a aplicação, nossa equipe analisará as respostas e entrará em contato para dar continuidade ao processo.
Uma preparação básica é recomendada, e será acompanhada nos meses que antecedem a viagem. Os desafios físicos são reais, mas perfeitamente possíveis para qualquer pessoa: já vimos participantes de todas as idades, preparados ou de primeira viagem, completar o percurso sem grandes percalços.
Um carro de apoio acompanha o grupo. Se alguém não conseguir completar algum dia, buscamos a pessoa e a levamos até o próximo destino. Se a bagagem estiver atrapalhando, também providenciamos o transporte antecipado.
Até 7 dias corridos após o pagamento da primeira parcela, não há multa. Até 30 dias corridos, multa de 25% sobre o valor total. Até 60 dias antes da partida, multa de 50%. A partir de 30 dias antes da partida, não há reembolso. Casos excepcionais são analisados individualmente.
Sim. O seguro viagem não está incluso no pacote e é de responsabilidade de cada participante.
Sim. As acomodações são em quartos duplos, e a experiência é vivida em grupo, com guiança do Samir e apoio do Abel durante todo o percurso.